Divertida, eu?

Outubro 4, 2009

-Ih Luísa, nem começa! – deu uma bronca sua amiga-irmã Anita, como sempre costumava fazer.

-Mas você sabe que é verdade, eu não ia mentir sobre uma coisa dessas! – exasperou-se Luísa, arregalando os olhos numa tentativa inútil e frustrada de tentar ser mais dramática.

Anita girou os olhos para o teto, o irritante hábito que tinha desde seus 6 anos. Irritante mesmo.

-Escuta aqui Luísa! Não venha me dizer que você não é divertida, porque você é, o pessoal fica rindo uns 5 minutos depois que você fala alguma coisa, caramba!

-Eu seeeei, o problema é que o pessoal, sei lá, o pessoal não me leva a sério – choramingou Luísa – Sou só a menina engraçada, uma distração momentânea.

-Ô Marcela, dá pra você me ajudar aqui? – reclamou Anita, mãos na cintura, olhando para a única menina que não tinha falado nada, a que estava coberta parcialmente por um elefante de pelúcia.

-Hmmm, o que você quer que eu diga? – perguntou timidamente Marcela, enrolando os cabelos cacheados nos dedos, coisa que sempre fazia quando tinha receio de dizer alguma coisa.

-Diz pra essa maluca que ela está sofrendo aquela crise crônica de insegurança de novo – falou Anita, bem alto.

-Mas eu não tenho nenhuma crise crônica de insegurança, não mesmo – defendeu-se Luísa, um olhar hostil pintando em seu rosto.

-Ah claro, e eu vou virar chefe de limpeza das jaulas dos hipopótamos no zoológico de Nova York – comentou Anita, que na verdade queria ser astronauta.

-Eu só acho… – começou Marcela, os cachos ainda nos dedos – que a Luísa devia parar com essas leseiras e continuar do jeito que ela é – concluiu a menina, que queria ser cartomante.

-Vai chover granizo hoje, a Marcela concordou comigo – ironizou Anita, o seu sorriso enviesado característico dando o ar da graça.

-Ah gente, pode parar! Todo o mundo sabe que eu não sou divertida coisíssima nenhuma – falou Luísa, que queria ser jornalista, presidente de um pequeno país europeu, atriz e gari.

-Não, beleza, vou te ignorar tá? O balde de pipoca, que por acaso está mais pro seu lado do que pro meu, está me chamando, passa ele pra cá – respondeu Anita, os olhos redondos espiando a pipoca Yoki sabor manteiga suave.

Marcela riu.

-Ei ei ei, EU fiz a pipoca, EU que vou comer primeiro – revoltou-se ela, morrendo de rir.

-Eu que abri o pacote pelando de quente, podia ter morrido queimada – exagerou Luísa, rindo da própria, hmm, piada.

-E eu então? Coloquei a maldita pipoca na maldita vasilha, ela podia ter quebrado na minha mão, aí eu ia me cortar, sangrar e eu ia ter que amputar o braço! – exagerou ainda mais Anita, puxando a pipoca para si.

E assim as três amigas passaram a tarde falando bobagens, tarde essa que terminou em uma memorável guerra de pipocas.

nota da autora: eu tenho crises crônicas de insegurança regularmente.

Macacões amarelos engordam

Outubro 3, 2009

Aquela discussão familiar não estava indo a lugar nenhum.

– Não insiste Giovana! – falou a maior autoridade feminina do lar, também conhecida como mãe – Já conversamos sobre isso, não acredito que estou tendo essa conversa de novo – concluiu ela, com um suspiro.

– Mas mãe, eu já falei que eu passo mal quando eu como mamão antes de ir pra academia! – respondeu Giovana, com um leve quê de irritação na voz – Não sou igual a você, que come toda a produção brasileira para exportação de mamão antes de malhar esse teu corpinho, que diga-se de passagem, não ficou muito bem nesse macacão amarelo, não mesmo – acrescentou, maliciosamente.

– Mas como assim?! – exclamou a mulher, olhando para o próprio corpo envolto em muito, mas muito tecido amarelo, o choque estampado no rosto que, graças aos céus, não estava coberto por nenhum tecido amarelo – Eu amo amarelo!

– Acho que o amarelo não ama você, mãe – comentou Giovana, deliciada com o fato de ter desviado a atenção da mãe dos mamões.

– Mas olha só, e você hein Giovana? – resmungou a mãe – Acho que esse conjunto azul meia-noite não vai com a sua cara também, minha filha – disse ela, jogando comentário ruim atrás de comentário ruim, sua especialidade.

– Ih mãe, pode parar! A nossa conversa é sobre os mamões e…

– É mesmo, tinha me esquecido dos mamões – interrompeu a mãe, o olhar brilhando devido ao fato de terem finalmente voltado ao assunto inicial.

– Nãããão, não foi isso que eu quis dizer – desesperou-se Giovana, visivelmente irritada de falar sobre os benditos mamões –  Eu na verdade quis dizer que você, hmmm, você, sabe como é… você… já sei! – ela pigarreou – Eu na realidade quis dizer que você está parecendo um mamão com esse macacão amarelo –  concluiu ela, um triunfante sorriso colgate no rosto.

– Mamões são laranja, queridinha – respondeu astutamente a mãe, um sorriso zombeteiro brincando em seus lábios.

– Ah, desculpe, eu quis dizer que você parece um mamão MADURO nesse macacão amarelo – interpelou a menina, que era tão boa em dar cortes que até assustava.

Uma buzina é acionada lá fora.

– Jesus, Maria e José, o Arquibaldo chegou pra levar a gente na academia e você não comeu seus mamões! – gritou a mãe, correndo para a porta.

– Ah mãe, eu como quando eu voltar – disse Giovana, calçando os tênis preguiçosamente, devagar quase parando.

– Tá, tá, tanto faz! Te calça e vamos embora, olha o Arquibaldo buzinando de novo aí, Giovanaaa.

E lá foram elas, mãe e filha, para a academia, juntas. Testemunhas oculares afirmaram ter visto uma mulher ralhando com a filha, na lanchonete da academia, para que esta última cedesse ao apelo materno e tomasse duas vitaminas de mamão antes do alongamento.

nota da autora: eu só como mamões se eles estiverem com muito açúcar.

Gostos e desgostos

Outubro 2, 2009

Como eu adoro fazer essas listas, consideradas inúteis pela maioria das pessoas, resolvi começar essa válvula de escape criativa e mental, porque é isso que essa página na internet é, uma válvula de escape criativa e mental, com uma lista falando um pouco sobre mim;

Nome: Beatriz Larrat Santarosa
Idade: 16 anos
Aniversário: 04 de fevereiro
Signo: Aquário

Pronto, foi só um about me mesmo; Agora vem a lista dos gostos e desgostos, que dá o título a esse post, vamos lá.

GOSTOS
-dançar, escrever contos, dormir tarde, acordar mais tarde ainda, elogios espontâneos e sinceros, a cor vermelha, meu quarto, minha varanda, pôr-do-sol, lua cheia, tempestades, raios bifurcados, arroz, doces, cortar o cabelo, unhas mais ou menos grandes, cabelos ruivos, admirar a chuva, admirar o pôr-do-sol, ser irônica (minha maior qualidade), trabalhar sobre pressão, prazos curtos, ficar cheia de coisas encima de uma mesa, mudar minha caligrafia, os livros de harry potter, não prestar atenção na aula para escrever os contos acima mencionados, dormir com o ipod, rock, música clássica; latim, inglês britânico;

DESGOSTOS
-faltar a dança, escrever algo péssimo e ter que rasgar a folha depois, dormir cedo demais, acordar mais cedo ainda, ter que pedir elogios, cores em tons pastel, céu sem lua, aquela chuva fina (se é pra chover, que chova direito), raio sem o magnífico som depois dele, quebrar a unha, cabelos com cores berrantes, não ter ideia para dar um corte na pessoa, trabalhar com um grande prazo (só funciono sobre pressão), mesas arrumadas demais, limites de linhas em redações, os livros da stephenie meyer, não escrever meus contos durante a aula (que é onde eu mais fico inspirada), quando o fone do ipod sai da orelha quando estou dormindo, reggae, bandas adolescentes, espanhol, inglês americano;

Como as coisas da lista dos meus desgostos acontecem com mais frequencia do que a do meus gostos, tendo a ficar emburrada intimamente regularmente, embora esteja ou dando gargalhadas ou alfinetando alguém do lado externo, uma vez que sei fingir muito bem o que estou sentindo.
parêntesis: não sei se posso postar mais de uma vez por dia, não li as regras e condições de uso desse site, uma vez que não ligo muito para regras. O que eu quero dizer é que, caso eu possa postar mais de uma vez per day, volto aqui ainda hoje pra colocar um conto que fiz hoje.